Aquecimento é irreversível e pode chegar a 4 graus neste século, diz ONU.
"Agora temos uma certeza maior do que está acontecendo" que no estudo anterior, de 2001, afirmou a co-presidente do grupo encarregado do trabalho, Susan Solomon.
Na mais otimista das estimativas, sob a condição de haver uma rápida mudança nas estruturas econômicas para torná-las sustentáveis, o aumento seria de 1,1 grau até 2100 comparado às temperaturas constatadas no período 1980-2000, abaixo do limite de 2 graus, a partir do qual os cientistas consideram que as conseqüências seriam incontroláveis.
Mas, se a população e a economia continuarem crescendo rapidamente e se for mantido o consumo intenso das energias fósseis, a alta poderia chegar a 6,4 graus Celsius.
Nível dos oceanos
O texto ainda afirma que o nível médio dos oceanos do mundo deve subir até 59 centímetros ao longo deste século, mas é possível que o aumento seja ainda maior dependendo do degelo da Groenlândia e da Antártida. Além disso, o documento culpa a ação do homem pelo aquecimento global e prevê um cenário de catástrofe ambiental, se medidas urgentes não forem adotadas.
De acordo com o texto, o mar deve subir entre 18 e 59 centímetros, uma previsão menos vaga que a de 2001, que previa um aumento de 9 a 88 centímetros. O relatório diz que agora há uma melhor compreensão da expansão da água devido ao aquecimento.
O relatório ainda informa que “valores maiores não podem ser excluídos”, e que é impossível apresentar uma estimativa melhor do aumento do nível do mar por causa da falta de compreensão sobre as camadas de gelo que cobrem as terras da Antártida e da Groenlândia.
De acordo com os especialistas do IPCC, o aquecimento do planeta se deve, com 90% de probabilidade, às emissões de dióxido de carbono causadas pelo homem.
O IPCC afirmou ainda que as emissões passadas e futuras de CO2 continuarão contribuindo para o aquecimento global e a elevação do nível dos mares durante mais de um milênio, levando em consideração sua permanência na atmosfera.
A reunião na capital francesa de 500 especialistas do grupo, criado em 1988 pela ONU e a Organização Meteorológica Mundial com o objetivo de servir de mediador entre os cientistas e os governantes, é a conclusão de mais de dois anos de trabalho.
As previsões descritas no "Resumo para os Formuladores de Políticas", que integra a primeira parte do relatório "Mudanças Climáticas 2007" devem orientar os comportamentos dos Estados em termos de meio ambiente nos próximos anos.
Redação com agências internacionaisMarcadores: Aquecimento global

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