Uma esperança para nossos killis
"O Rio era o campeão de
desmatamento, mas agora é o
estado que registra a menor taxa
de perda e o segundo em
preservação da área original."
MÁRCIA HIROTA,
coordenadora do Atlas da Fundação SOS Mata Atlântica.
coordenadora do Atlas da Fundação SOS Mata Atlântica.
JB Ecológico - Janeiro de 2007
Marcadores: Meio ambiente

3 Comments:
Parabéns pela iniciativa e que os seus objetivos sejam alcançados.
A preservação dos biótipos é fundamental para a perpetuação desses peixes e que espero que possam ser contempladas pelas futuras gerações. Acredito que os “criadores conscientes”, e na maioria ainda anônimos, pretendem apenas ajudar um pouco a manutenção das populações e espécies de Killis, até que melhorem a qualidade do habitat e propiciem a perpetuação dos killis nas poças. Repito “criadores conscientes”!
Discordo um pouco do que vocês escreveram no site sobre a conservação do L. minimus no Rio de Janeiro. Pois a situação do L. minimus é sim MUITO DRÁSTICA na capital e não podemos achar que as coisas estão boas somente por termos uma pequena população restrita destes Killis vivendo dentro de um pequeno parque municipal. Populações muito restritas não se mantêm com tão pouca diversidade genética, além de estarem mais propícias a quaisquer fatalidades como doenças, poluição e modificação do habitat, dentre outras.
Infelizmente, L. minimus está em franco processo de extinção! E esta eminente perda está "a mil por hora"! E só visitarmos as outras áreas de taboa que estão sendo aterradas próximas do parque municipal, sem que nada esteja sendo feito para a conservação do L. minimus. No futuro centro metropolitano (Av. Ab. Bueno) existe uma grande área de taboa sendo aterrado (Quem foi o profissional e órgão que licenciou? Está espécie está incluída no relatório de imp. ambiental?). É muito possível que lá ocorra! Acho que seria interessante a equipe da killihouse fazer uma visitinha lá, mas tem que ir rápido, pois o processo de aterragem já iniciou. Outro possível biótopo que também está sendo destruída localiza-se atrás do terreno do Rock in Rio (ao lado do R.Centro). Passei por lá na semana passada e já estavam vários caminhões depositando entulho dentro do biótipo. Estas áreas, infelizmente, estão com os seus dias contados. Hoje já vemos caminhões, tratores, cimento, vigas e operários trabalhando num bom trecho já aterrado. Eu falei com um dos operários e ele me informou que á área tem muitos peixes, como traíras, tilápias, barrigudinhos e “outros peixinhos”. Hummmm????
Num condomínio em construção na Av. das Américas (Barra da Tijuca), o relatório de licenciamento informou a existência do L. minimus, mas de pouco adiantou e a obra foi sim liberada para a construção. Parte deste biótopo ficou dentro de uma APA (passível de manejo!), mas acredito que a população desta espécie não conseguirá se estabilizar numa área que ficou muito pequena, tamponada e bem mais propícia a outras alterações que certamente ocorrerão, pois a área continua sendo particular.
A situação dos biótopos é de calamidade sim e temos que brigar para salvá-los! Concordo plenamente com o que vocês escreveram! Vamos denunciar sim, principalmente, ao MP, pois os fatos, aparentemente, são abordados com maior eficiente! Uma espécie oficialmente ameaçada de extinção pela SMAC e pelo IBAMA não pode ser extinta por nós homens civilizados, em pleno século XXI.
Parabéns pelo site e blog. Continue assim....
A diminuição da taxa de desmatamento no RJ está intimamente ligada à falta de áreas para serem desmatadas e não a uma política séria e efetiva de exterminar esta nociva prática.
Não dá para comemorar.
Muito tenho questionado sobre meio ambiente dentro do círculo hobbista carioca, e em especial as questões relativas a expansão urbana, políticas públicas de saneamento, organizações da sociedade civil de direito privado, legitimação do direito de voz e voto e outros. É desanimador perceber que a imensa maioria pouco ou nada conhece sobre os temas sugeridos e os que possuem razoável dicernimento praticam atividades hobbistas com alto grau de nocividade no sentido de "colecionar" organismos vivos se este fossem "figurinhas de álbum" ou "chaveiros de coleção". Uma pena. O erro de poucos condenam todos.
É notório que as condições ambientais jamais serão como antes e a tendência natural é que fiquem insustentáveis para os killifishes cariocas(e brasileiros). De quem é a culpa? Eis a grande questão!!! Imputar ao poder público toda responsabilidade é risível e infantil, tanto na objetividade qto nos resultados. Vejamos: Em todos os RIMA's e REA's que tive em mãos em NENHUM momento fazem menção aos organismos aquáticos, sejam estes meras traíras ou um nobre Leptolebias; um claro sinal do despreparo dos autores, mas também denota ausência de informação categorizável.
Sou (além de aquariofilista) Diretor Técnico e militante conservacionista pela ONG GEHNAt(grupo ecológico herdeiros da natureza) e possuimos larga experiência em gerenciamento de Unidades de Conservação e na formação e capacitação de seus respectivos Conselhos Gestores. Com atuação em toda área da Baixada Fluminense com ênfase nos Municípios de Nova Iguaçu, Mesquita, Queimados, Seropédica e Japeri. Nossa atuação tem como bases institucionais melhorar o tráfego de informações(científicamente e jurídicamente corretas)entre sociedade e Poder Público, assim como orientá-los a tomar as melhores soluções na preservação dos ambientes naturais de nossa fauna.
Mas pq estou aqui? Simples! Como citei não encontro preocupação ou mobilização no setor hobbista para reverter a atual estrutura (des)organizacional com vários grupos degladiando-se entre si para ver que é o "melhor", qdo o correto seria a convergência de todos para o combate à um inimigo maior e mais bem equipado.
Procuro identificar pelo menos 5 ou 6 pessoas com ideologias afins para dar início a uma organização não-governamental com foco na preservação e conservação de muitos biótopos ainda passíveis de receberem atenção e esforço. Devo lembrar que por força da Legislação Brasileira uma ONG não remunera que quer que seja e sob nenhum pretexto, e todos os recursos oriundos de captação são destinados ao trabalhos e projetos desenvolvidos pela Comissão ou Câmara técnica.
É importante frisar: cabe A TODOS OS KILLIÓFILOS uma ampla discussão nas bases, para que exista perante ao poder público LEGITIMIDADE e REPRESENTATIVIDADE que garantam direito de voz e voto nas elaborações e redações dos textos de Decretos-Lei, Instruções Normativas, Portarias e outros recursos jurídicos que afetam a prática da manutenção de organismos vivos no Brasil.
Aguardo contato.
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