sexta-feira, janeiro 26, 2007

Bush vai propor metas para reduzir uso da gasolina

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu na terça-feira ao Congresso que estabeleça como meta a redução do consumo de gasolina no país em 20 por cento nos próximos dez anos, o que seria obtido com o aumento de quase cinco vezes do uso de combustíveis fabricados nos EUA, como o etanol.

Em seu discurso anual sobre o Estado da União, Bush também pediu padrões de eficiência mais rigorosos para o combustível.

Bush pediu aos parlamentares norte-americanos que "juntem-se a mim na busca pelo objetivo" de reduzir o consumo de gasolina em 20 por cento --o equivalente a 75 por cento das atuais importações de petróleo vindas do Oriente Médio.

A maior parte dessa redução viria de um significativo aumento no etanol, fabricado tanto do milho quanto de outras fontes.

"Temos que continuar investindo em novas formas de produzir etanol, usando desde aparas de madeira, pastagens, até lixo agrícola", disse Bush.

A estratégia "20 em 10" aprofunda um tema que Bush vem tratando em todos os seus discursos do Estado da União, desde 2001: reduzir a dependência dos EUA pelo petróleo importado. No ano passado, o presidente surpreendeu a muitos ao dizer que o país estava viciado em petróleo.

Em seu discurso, Bush também classificou as mudanças climáticas globais como um "sério desafio", que deve ser enfrentado com tecnologia.

Ele também pediu um maior uso de veículos híbridos e de energia produzida com fontes que não emitam carbono, como eólica, solar e nuclear.

Tanto Bush quanto o Congresso estão dando crescente importância à questão da "segurança energética", o que incentiva a adoção de combustíveis de fabricação local, como o etanol, em substituição ao petróleo.

Atualmente, 60 por cento do fornecimento de petróleo para os EUA é importado.

Bush pedirá especificamente ao Congresso que eleve para 132,5 bilhões de litros até 2017 a meta de uso de combustíveis renováveis, e que aumente o alcance deste programa de modo a incluir combustíveis como etanol de celulose, biodiesel e metanol. Só isso, segundo a Casa Branca, já atingiria cerca de 15 por cento do consumo anual de gasolina dos EUA.

O resto da redução viria de uma reforma nos padrões de eficiência dos automóveis, o que poderia representar uma economia de 32,2 bilhões de litros de gasolina até 2017, de acordo com as fontes oficiais.

A lei atual exige que até 2012 sejam acrescidos à gasolina 28,4 bilhões de litros de combustíveis renováveis. O consumo de combustíveis renováveis deve atingir essa meta antes do prazo.

Agência Reuters

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terça-feira, janeiro 23, 2007

Comissão da ONU projeta grave alteração climática

Uma comissão climática da ONU vai apresentar projeções de graves alterações na natureza até 2100 em um relatório na próxima semana, que culpará o uso dos combustíveis fósseis por agravar o aquecimento global, segundo fontes científicas.

O texto, baseado no trabalho de 2.500 cientistas, deve ser divulgado no dia 2 em Paris. Ele diz que os gases do efeito estufa estão em seu maior nível nos últimos 650 mil anos, alimentando o aquecimento global.

Mas o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática(IPCC) também pode conter boas notícias, ao reduzir a amplitude-- para cima e para baixo -- das variações em relação ao estudo anterior da comissão, em 2001.

O relatório deve dar o tom para as negociações sobre a renovação do Protocolo de Kyoto, principal plano internacional para conter a emissão de gases do efeito estufa, que expira em 2012.

O IPCC terá pelo menos 90 por cento de certeza de que as atividades humanas, principalmente a queima de combustíveis fósseis, são responsáveis pelo aquecimento registrado nos últimos 50 anos.

O texto preliminar conclui que essa ligação é 'muito provável', enquanto em 2001 era considerada apenas 'provável', uma certeza de 66 a 90 por cento.

Cientistas e representantes dos governos se reúnem a partirde 29 de janeiro em Paris para analisar e aprovar o texto.

Fontes dizem que a previsão será de um aumento de 2 a 4,5 graus Celsius na temperatura média do planeta neste século, sendo um aumento de 3 graus o mais provável.

O relatório de 2001 previa aumentos de 1,4 a 5,8 graus Celsius até 2100. O novo texto também reduz a previsão de variação do nível dos oceanos, que no relatório de 2001 era de 9 a 88 centímetros.

O dinamarquês Bjorn Lomborg, autor de 'O Ambientalista Cético', disse que o relatório vai desacreditar a 'retórica da catástrofe' que ele aponta em alguns governos. 'Sim, a mudança climática é um problema, mas não é a coisa abrangente e destruidora de civilizações que a retórica de hoje em dia nos diz', afirmou.

Mesmo assim, a União Européia diz que uma temperatura 2 graus superior já provocaria mudanças 'perigosas', como ondas de calor iguais à que em 2003 matou 35 mil pessoas no continente.

A temperatura média do planeta subiu 0,6 graus desde 1900, e todos os dez anos mais quentes desde o início dos registros, em meados do século 19, ocorreram de 1994 para cá. Desde a última Era Glacial, o mundo já ficou em média 5 graus mais quente.

Agência Reuters

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quinta-feira, janeiro 18, 2007

2007 - Será o ano dos killifishes ?

Depois de 14 anos em tramitação, Projeto de Lei da Mata Atlântica é aprovado pelo presidente Lula e traz nova esperança na luta pela recuperação do bioma

Em tramitação desde 1992, o Projeto de Lei da Mata Atlântica (PL 3285/92), apresentado pelo ex-deputado federal Fábio Feldmann foi sanciona­do, mês passado, pelo presidente Lula, durante solenidade concorrida no Palá­cio do Planalto. Sua aprovação, em no­vembro último, na Câmara dos Deputa­dos, foi resultado de um amplo acordo partidário, que pôs fim a uma negocia­ção de 14 anos no Congresso Nacional.

Lula atlântico -a nova lei consoli­da os limites da Mata Atlântica, atri­bui função social à floresta e estabele­ce regras para seu uso. É um marco importante na preservação do bioma, já que com ela será mais fácil prote­ger a Mata Atlântica, o mais ameaça­do de todos os biomas brasileiros. "Pa­ra expandir a fronteira do futuro, para que o novo não seja a reiteração do antigo, é necessário renovar a com­preensão sobre nós mesmos.

Para tanto, é indispensável ouvir a voz da história. Nada poderia ser mais sim­bólico desse aprendizado humano do que encerrar o ano de 2006 sancionan­do uma lei que paga uma dívida com as nossas origens", disse o presidente Lula, logo após a sanção da lei. "À riqueza ori­ginal da Mata Atlântica incorporou-se um valioso alarme histórico.

Trata-se do mais eloquente e pedagó­gico alerta sobre um caminho que não devemos, não podemos e, sobretudo, não precisamos mais repetir", salientou. Segundo Lula, é preciso aliar produção de riqueza e preservação da natureza para garantir o futuro de um povo. Para ele, não é possível dissociar o destino da natureza do destino da sociedade e de seu desenvolvimento.

"Chico Mendes não era contra o pro­gresso que leva saúde, educação, oportu­nidades, empregos e renda às popula­ções mais pobres e isoladas do nosso ter­ritório. Tampouco a irmã Dorothy Stang pregava o isolamento idílico das comu­nidades indígenas da Terra do Meio. Ambos se opunham, na verdade, à lógica excludente que faz do progresso uma pista de mão única, na qual o povo é mantido como viajante cativo da segun­da classe e a natureza se transforma em carga ilegal no vagão clandestino".

Lula citou os avanços da área ambien­tal nos últimos quatro anos, mencio­nando, além da Lei da Mata Atlântica, a Lei de Gestão de Florestas Públicas, em fase de regulamentação, e na queda do desmatamento da Amazónia por dois períodos consecutivos, que resultou na redução de 52% da taxa acumulada de desmatamento. "Provamos que é possí­vel reconciliar os sistemas produtivos com as aspirações humanistas igualitá­rias e ecológicas do nosso povo e do nos­so tempo. É o que a nossa querida minis­tra Marina tem feito com equilíbrio e firmeza". De acordo com Lula, deve-se à ministra uma mudança importante no vocabulário ecológico do país: a substi­tuição da expressão "não fazer" pela ex­pressão "como fazer".

O presidente ainda chamou a atenção para o funcionamento do sistema de li­cenciamentos ambientais no país. "No Brasil, habitualmente, se fazia projeto, contrato, licitação e, depois que a obra estava pela metade, buscava- se a licen­ça prévia do empreendimento. Daí, quando era concedida a licença, quem pagava o pato eram aqueles que defen­diam o meio ambiente, que queriam preservar. Isso, no nosso governo, aca­bou", argumentou.

JB Ecológico - Janeiro de 2007

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Uma esperança para nossos killis

"O Rio era o campeão de
desmatamento, mas agora é o
estado que registra a menor taxa
de perda e o segundo em
preservação da área original."

MÁRCIA HIROTA,
coordenadora do Atlas da Fundação SOS Mata Atlântica.

JB Ecológico - Janeiro de 2007

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Colaboração

"Qualquer pessoa pode plantar uma árvore. Se um sexto dos habitantes do planeta fizesse isso, alcançaríamos a meta para o próximo ano. Plantar árvores é uma vitória para a Terra. Um bilhão de árvores seria capas de sugar 250 milhões de toneladas de CO2 responsáveis pelo aquecimento da atmosfera hoje."

WANGARI MAATHAI,
ecologista
queniana,
vencedora do Pr
êmio
Nobel da Paz em 2004.

JB Ecológico - Janeiro de 2007

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Inicio

Dia 18 de janeiro de 2007. Tem inicio uma nova fase da Killi House.

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